sexta-feira, 1 de abril de 2011

SEGUNDA-FEIRA TEM CINEMA NA LAJE

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*em caso de chuva o filme será exibido no bar


Cinema na laje é um espaço criado pela COOPERIFA e que acontece quinzenalmente às segundas-feiras para exibições de documentários e filmes alternativos de todas as partes do Brasil e do mundo, exibidos gratuitamente para a comunidade.

Também criado principalmente para dar luz ao cinema produzido pelos jovens

da região, e levar cidadania através da sétima arte. As exibições ficam por conta da Paco´s Vídeo.

O cinema Paradiso da periferia também conta com um lanterninha vestido a caráter para dar um charme especial no projeto.

A Entrada é franca. A Pipoca é grátis. E a lua sincera.

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CINEMA NA LAJE Apresenta:

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"GRETCHEN Filme Estrada"

Um Road movie com Gretchen por muitos Brasis

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Um documentário de Eliane Brum e Pachoal Samora

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Segunda-feira 04 de abril 20hs

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Após exibição haverá um bate-papo com os diretores do documentário

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Laje do Zé Batidão Rua Bartolomeu do Santos, 797 Jd. Guarujá

Periferia- SP Inf: 72074748

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*SINOPSE:

Em 2008, Gretchen candidatou-se à prefeitura da Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, pela coligação PPS-PV. A rainha do rebolado completava 30 anos de carreira e queria parar de rebolar. O documentário “Gretchen Filme Estrada” conta estes dois movimentos: aquela que seria a última turnê, caso vencesse a eleição, e a primeira campanha política. Seguindo o balanço dos quadris de Gretchen nestes dois palcos – o palanque e o picadeiro –, o filme nos carrega por vários Brasis. Nesta estrada, bunda, religião, mídia e política se confundem. Circo e eleição são dois espetáculos sobrepostos. E Gretchen é uma brasileira tão real que parece inventada. Artista parida na TV, nos antigos programas de auditório dos anos 70, Gretchen vai ao circo para sobreviver sempre que o vazio na agenda se alarga. Percorre um roteiro de circos mambembes pelos confins do Nordeste brasileiro, em bilheterias de dois reais. Neste país que a acolhe, dois reais é muito, às vezes demais. Nele, ela é a “artista conhecida nacional e internacionalmente”. Ela é a TV que chega até lá encarnada. Ao vivo, às vezes se torna difícil de acreditar. Para muitos ela parece mais verdadeira na tela. A polêmica se instaura. É Gretchen ou a mulher do palhaço? As luzes da TV confundem e fora do jogo de imagens a platéia não sabe mais onde está a ilusão. Candidata que sobe ao palanque para dizer que não é política, Gretchen promete levar a TV à Ilha de Itamaracá. Esta é a “mudança” que garante aos eleitores. Colocar Itamaracá dentro da tela. No final da campanha, ela não apenas promete levar a mídia, como afirma: “Eu sou a mídia”. Ao longo deste percurso, ela se alia ainda a Jesus. A religião não é mais uma experiência do privado, mas cada vez mais uma aliada pública. Na última caminhada o jingle de campanha é trocado pela música da Igreja Renascer, a dos bispos Sonia e Estevam Hernandes. Gretchen chama Jesus e é o “Pai” agora que a elege prefeita. O mundo do espetáculo aceita tudo. Nele, as palavras são vazios que preenchem o nada. No palanque, Gretchen, a rainha do rebolado, é política, é bunda, é Jesus, é Leila Diniz. O que é o real entre o circo e o picadeiro? Esta estrada nos perturba com perguntas, mas não dá respostas fáceis. Aos poucos, tudo o que resta é o filme. A câmera. Quando não há mais nenhuma esperança de ganhar a eleição, o real passa a ser encenado como espetáculo. Gretchen Filme Estrada é um filme sobre a alegria. E sobre o absurdo. Um documentário sobre o Brasil.

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